quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

No atelier do Dino Alves à procura de um vestido para o dia 31 de Dezembro de 2011


- Gosto muito deste vestido Dino, acho muito bonito, está muito bem feito!
adoro a mistura das cores e o efeito que elas provocam

Dino Alves - usei a cor de carne para dar a sensação de ausência de tecido
e o vermelho que embora seja uma cor que não uso, é uma cor que gosto muito
e que resulta muito bem em vestidos compridos.

- Que materiais usaste Dino? e quantidades?

Dino Alves - o que usei

Cores - vermelho e cor de carne
Materiais - viscose, organza de seda, acetato com viscose
Metros de tecido vermelho - 2 metros e meio 
Metros de tecido cor de carne - 70 centímetros
Metros de tecido para forro em vermelho - 2 metros e meio

Cores das linhas usadas - vermelho e cor de carne
Metros de linha vermelha - 8 a 15 metros
Metros de linha cor de carne - 4 metros

1 fecho de cor de carne de 60 centímetros 

6 colchetes de cor metalizada na gola

- como foi feito este vestido?

Dino Alves - esticamos o tecido numa mesa larga, convém termos mesas largas
para trabalhar os tecidos, o chão também é uma hipótese para vestidos mais volumosos,
o que não é o caso deste que foi esticado na mesa,
depois de esticado o tecido colocamos o molde em cima dele para o 
podermos cortar à medida, 
costumo usar ainda uns pesos de vidro que tenho e que coloco 
em cima do molde para que o tecido não saia do sitio

- E cortas com tesoura?

Dino Alves - sim, sempre com tesoura, e convém ser uma tesoura que
 só seja usada para cortar tecido, porque se a usamos para outras coisas 
a lâmina fica cega e começa a mastigar o tecido.

- Posso passar este vestido a ferro?

Dino Alves - sim, podes, ele amarrota um bocadinho o que 
gosto, pois é o que lhe dá vida quando está a ser usado

- Depois de teres terminado um vestido, este por exemplo,  que está pronto para sair
do atelier, qual era o meio de transporte que gostavas que ele apanhasse?

Dino Alves - gostava muito que fosse a pé se fosse para perto, pois ia a esvoaçar 
pelas ruas de Lisboa, se fosse para longe gostava que apanhasse um avião

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